Piadas impressas

Acredito que sempre houve a idéia que os grandes veículos de informação, desde os primórdios da veiculação, eram voltados aos interesses de quem escrevia e divulgava.

E por muito tempo, em muitos lugares, isso é uma verdade.

Desde a invenção do rádio, quando as notícias e informações passaram a serem divulgadas essencialmente em tempo real, muito mais rápido e abrangente que os até hoje presentes jornais impressos. A parcela de crescimento do rádio em relação ao jornal é ínfima quando na década de 50 a televisão começava a tomar seu lugar hegemônico de “veículo da informação”. E agora a internet, paralela à televisão e aos jornais impressos, há muito tempo que lidera como veículo máximo da informação.

A grande revolução aliás, pois permite aos profissionais da informação e os seus usuários a trabalhar no mesmo meio com mesmas condições de promover, divulgar e informar.

Toda essa linha de evolução reflete muita coisa. Mas nesse caso, expõe o pior da mídia e das pessoas que a fazem. Citando o não-tão-escandaloso-quanto-deveria caso brasileiro onde, um erro de análise por parte de uma pessoa, desencadeou uma cadeia de desinformação e veiculação de fatos não comprovados.

Um grande jornal brasileiro noticiou, baseado erroneamente em um relatório errado, que o país sofria “a MAIOR censura jornalística por pedidos judiciais no GOOGLE” em todo o mundo, seguido pela Líbia.

Essa informação, que foi mal analisada por uma pessoa, gerou o relatório no qual o jornal se baseou. Em poucos instantes, mais de 50 jornais independentes entre si começaram a veicular a mesma notícia, SEM VERIFICAR A FONTE DA INFORMAÇÂO.

No link que segue, redireciono-os ao blog Roteiro de Cinema, que apesar de não ter intenção jornalística, se sentiu na obrigação de verificar ele mesmo a história mal contada. E o fez melhor do que os supostos profissionais da informação.

http://tiny.cc/roteirodecinema

O site Global Voices fala um pouco mais sobre outros exemplos que mostram as falhas da mídia brasileira e a posição das pessoas públicas quanto a liberdade de expressão. Aparentemente, essa é uma liberdade que pode ser suprimida.

http://tiny.cc/globalvoice

 

Notem que eu não estou dando muitos detalhes sobre o que cada um dos sites fala. Isto por que faço questão que visitem eles e reconheçam o papel deles na história.

À todos os meus 9 leitores regulares, desculpe o hiato. E agora, aviso que outro se segue.

Dias. Pedro.

 

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Comments
3 Responses to “Piadas impressas”
  1. cath disse:

    estou incluida nos 9 leitores nao eh? hunf ¬¬

    eras e eras pra receber um e-mail com post novo pedro. publica mais.

    nem li o post ainda, quando chegar em casa leio com calma e comento decentemente.
    bjs

  2. Cath disse:

    Acho que vi essa noticía antes em algum lugar, mas mesmo assim só Freud pra explicar mesmo, frutos de uma geração de jornalistas que tiveram sua formação profissional baseada no ctrl+c ctrl+v pra fazer seus trabalhos. [ olha só quem fala, pelo menos nao sou jornalista xD troll ].

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