Review – Dragon Ball Evolution

Hoje em dia o cinema se mantém atual com coisas que já estão estabelecidas. Remakes, continuações, adaptações e o ocasional filme original. E para se fazer um bom filme, os produtores vão querer fazer do bom e do melhor, investindo em tudo no seu novo blockbuster: inovar o enredo, adaptar a história para um contexto atual da sociedade, incrementar o que parecesse fora de linha e, claro, muitos efeitos especiais. Dragon Ball Evolution tem tudo isso. E é uma bosta. Vamos por partes.

O Mocinho

Como todos sabemos, Goku é uma criança diferente. Basicamente por que ele chegou na terra como o Superhomem, numa bola de fogo flamejante que atravessou a galáxia e pousou na terra. Outra coisa que entrega sua estranheza é que ele possui um rabo e… ops, não. Ele não tem, em DBE. Tudo bem, eu posso deixar passar essa, afinal, nos Estados Unidos atuais, pessoas com rabo sofrem bullying nos colégios. Malditos meteoros, sempre caem lá.

Então, Goku, agora nos EUA, é criado por um velhinho que ele chama de seu avô, sem saber de sua história. E vive treinando artes marciais com ele em casa. E no colégio, é atacado por valentões e nunca consegue a garota.

A Garota

Mas, a garota, que é a mais bonita e habilidosa e inteligente, invariavelmente prefere sair com os valentões. Claro, isso até o momento em que ela vê o mocinho pela “primeira” vez em sua vida. E a vida é bela com os romances de colégio. Garoto conhece garota, garota ignora existência de garoto. Garoto encontra uma maneira estúpida de chamar atenção e garota passa a crescer um amor pelo garoto e o chama casualmente para uma festa em sua casa (palácio). Sim, completamente diferente da Chi-Chi que nós conhecemos, filha do Rei da Montanha, nervosinha e birrenta. Ok, ok. Não existem muitas montanhas por aí nos EUA  para se ter reis morando nelas, e gurias birrentas não são tão populares.

Mas pelo menos ela ainda luta seu kung-fu. Em segredo, pois sua família e amigos(?) não entenderiam. E ela treina em um local secreto que todos conhecem, inclusive

O Mestre

Mestre Kame, como nós conhecemos. O velhinho tarado, profundo conhecedor das artes de luta e técnicas secretas que é procurado por Goku para ser treinado. Ele mora em uma ilha no meio do oceano com sua tartaruga falante e …. não? É uma ilha no meio da cidade? Um fosso? E não tem tartaruga?Ah, certo, não existem animais falantes. Estranho.

Mas isso são detalhes, o importante é que ele ensina como controlar a energia interna, o Ki, e a técnica máxima para Goku. A técnica do Kamehameha, uma antiga técnica de dobra de ar (espera, dobra de ar?) que é capaz de acender tochas (ar acende chamas?) e é poderosa o bastante para derrotar o alienígena que matou o avô de Goku.

O Vilão

Por que Goku procurou  Mestre Kame mesmo? Aparentemente seu avô foi morto por um alienígena namekiano chamado Piccolo (espera, não era um demônio que depois se descobriu ser de uma raça alienígena?) que em busca das Dragon Balls, faz a casa de Son Gohan desabar parcialmente em sua cabeça, usando uma técnica Sith com a Força.

Piccolo e sua fiel companheira, que eu não tenho idéia do nome pois não foi dito e também não tenho idéia de onde ela veio ou por que anda com um alienígena e ajuda ele (e mais na frente ela coleta sangue de Chi-Chi e se trnasforma nela, feito uma poção polissuco da Hermione), varrem o mundo através das Dragon Balls. Piccolo deseja invocar o dragão Shen Long para poder realizar seu desejo de destruir o mundo, pois ele foi impedido dois mil anos antes de fazer isso e trancafiado por uma magia budista desde então. É, eu sei, muita informação e referências misturadas de uma vez só.

Ok, mas ele não é o único com uma parceira para encontrar Dragon Balls.

A Parceira

Durante a festa para a qual a mocinha convidou o mocinho, o mocinho “sente” algo de errado com seu avô ao olhar para a lua, e volta correndo para descobrir sua casa desmoronada e seu avô quase morto. Depois, vasculhando a casa, alguém aparece. Alguém chamada Bulma Briefs, uma jovem brilhante, cientista, inventora, herdeira da Corporação Cápsula. Vocês sabem, as cápsulas que com um clique se desdobram em um veículo ou o que quer que seja, igualzinho no filme Transformers. E sendo inteligente como é, inventou um radar que capta os sinais emitidos pelas Dragon Balls, que a levou até a casa de Goku por que, hey, ele tem uma que seu avô lhe deu, no seu conveniente aniversário de dezoito anos. Mas ela está a procura da sua própria esfera, a que possui cinco estrelas. Com uma mecha de cabelo cinza, Bulma é a única personagem que mantém a personagem.

Depois de um desentendimento e um acordo, Goku se junta a Bulma e ambos vão ao encontro de Mestre Kame, e em seguida, todos ao deserto para Goku treinar. Lá, eles caem em uma armadilha armada pelo

O Idiota

Sim, Yamcha. O ladrão. Um japônes com cabelo de surfista australiano que parece ter saido de um liquidificador. Não existe muito a se dizer sobre Yamcha, exceto que ele é um ladrão, idiota, e claro, se junta ao bando por causa da garota. A garota Bulma, não a garota Chi-Chi.

 

Sinceramente, não to com vontade de continuar isso. O filme é ruim, uma afronta aos fãs da história, aos fãs de cinema e honestamente, a melhor coisa desse filme foi que eu não paguei para vê-lo.

Não tem Kuririn, (que é menos inútil que o Yamcha), não tem animais falantes, não tem Goku com rabo. Mas isso não impediu eles de fazerem ele se transformar em Macaco Gigante, o Oozaru. Aparentemente, pelo que se entende no filme, Oozaru é um demônio controlado por Piccolo que ajudou ele a tentar destruir a Terra dois mil anos atrás. E ainda assim, Goku chegou na terra dois mil anos depois. Santa discrepância de tempo. E que porra de papo de profecias do caralho eles tentam meter naquele roteiro? Lua sangrenta, misturada com eclipse solar. E, claro, a luta final entre Goku e Piccolo, que acontece durante o dito eclipse, é terrivelmente curta, sem emoção, sem coreografia de luta.

Velho, o roteiro é podre, os diálogos são podres, os efeitos especiais são podres por extensão, o cabelo de Goku é podre, Goku é podre, os atores são podres. Esse filme podia ter qualquer outro título e qualquer outro nome pra personagem e seria algo muito melhor. Pelo menos, não iria destruir a imagem de algo que já existe e que foi bem feito. Acho que a parte mais decepcionante foi ler no fim do filme que Akira Toriyama era produtor executivo do filme. Ou seja, ele permitiu toda essa bagaça acontecer. Acredito que ele, assim como George Lucas com seu especial de natal,  deva ter aprendido sua lição.

Mudei de idéia de novo, vou falar mais. Eu fui dar uma lida e em algumas coisas eu preciso comentar alguns reviews de críticos respeitados de cinema. http://en.wikipedia.org/wiki/Dragonball_Evolution#Reception

Eu ia deixar passar o fato da personagem principal ser caucasiana, mesmo ele sendo do mesmo país de todos os outros, que aparecem como asiáticos. Ou todos brancos, ou todos amarelos. Poha Wong. Mas Christopher Monfette do IGN diz que o filme é “agradável”, “coerente”, “uma das melhores adaptação para live action da época” e que Goku como um branquelo é aceitável. Caramba Christopher, o filme foi indicado pros prêmios Raspberry de piores filmes. Aaron Hillis do The Village Choice falou certo quando disse que o filme apela para crianças de 10 anos. Talvez por que essas crianças não conheçam a franquia original, talvez por que crianças de 10 anos ainda não saibam dizer quando um filme é ruim.

É confuso. Toda a idéia antes de se ver o filme te faz acreditar que você vai ver algo e te jogam algo completamente estranho e sem nexo. É igual a assistir “A Árvore da Vida“, você simplesmente não tá preparado. Digam o que quiser, mas esses dois filmes são terríveis. Ou bons demais para eu entender.

 

Dias. Pedro.

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Comments
7 Responses to “Review – Dragon Ball Evolution”
  1. Fantastic post, I really look forward to updates from you.

  2. Anne Tremonti disse:

    Afs… Isso que é falta do que fazer… Já viu Avatar: O Último mestre do Ar? Mesma porcaria…Está complicado ir ao cinema hoje, até porque se o filme é bom, não é exibido por aqui ( pelo menos não nos próximos 3 anos – exemplo fatídico é Halloween Origins que assisti em 2008 e veio estrear ano passado!!!), ou realmente não vale nada.

    Os filmes que valem a pena nem pensar ver no cinema! Isso é realmente brutal!

  3. Helen disse:

    I really appreciate this post. I?

  4. Can I clone your article to my blog? Thank you.
    Android Phones

  5. ô.Ó disse:

    Na boa, nem a roupa dos personagens é semelhante =/
    Estragaram um dos melhores animes… só lamento!

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