Prelúdio para uma prova

Foto0472

 

20 de Novembro

Estava deitado na grama, por volta de 5h da tarde, seis no horário de verão. Observava o céu azul, sem nuvens e constante, mas um brilho na lente dos meus óculos de sol me chamou a atenção. Era um globo brilhante, quase definido, com marcas e manchas menores no interior. Observando aquela imagem, percebi que era uma imagem definida do próprio Sol, que iluminava meu olho direito pelo lado da armação. Observando com atenção, conseguia ver detalhes do meu próprio olho. Ali estava eu observando nitidamente o Sol, usando o mesmo princípio do telescópio refletor de Newton. Mexendo na armação e alterando a distância lente-olho, podia mudar a ampliação e o foco da imagem. Empurrei no rosto de modo a ampliar a imagem. Era lindo, tanto a imagem quanto a percepção e compreensão que corria minha mente sobre o que estava acontecendo.

Os fótons que se despreenderam do núcleo da estrela, gerados como resto da fusão de átomos de hidrogênio, após milênios lutando para alcançar a superficie da fotosfera, rebatendo, sendo absorvido e reemitido pelos átomos no meio do caminho, escapou para o espaço. Depois de atravessar por 8 minutos em linha reta os 150 milhões de quilômetros até alcançar a Terra, ser refratado pela atmosfera e por fim iluminar o meu olho. Então a luz do Sol que atingia a esclera do olho, a parte branca bem ao lado da íris, refletia na lente. Da lente convexa de meus óculos refletiu mais uma vez e entrou pela minha pupila, foi absorvida pela retina, transformada pelas células especializadas em informação elétrica e caminhou para o centro da visão do meu cérebro. Meu cérebro então recriou para minha mente o Sol tal como ele é, em nada parecido com aquela mancha branca cegadora que se observava no céu. Meu cérebro então ligou a imagem formada com minha memória e reconheceu a imagem como sendo o Sol. Outro canto da mente se perguntou “como era possível? Como é que eu enxergava o Sol da maneira como acontecia agora?” Vasculhou diversos conceitos e conhecimentos acerca da física da luz, do processo de formaçao de imagens, elaborou a compreensão das distâncias astronômicas, a história de um cientista morto séculos antes. Juntou tudo isso, montou uma narrativa linear e coesa entre elas e então escreveu.

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Comments
2 Responses to “Prelúdio para uma prova”
  1. Juno Sena disse:

    Muito FODA !!!
    *_*

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